Pedagoga com especialização em Psicopedagogia. Atuou por mais de 20 anos em escolas e está há 27 anos em clínica. É coordenadora e psicopedagoga na Elipse – Clínica Multidisciplinar. Foi Conselheira e membro da Diretoria da ABPp Nacional  de 1999 a 2013. Atualmente é Conselheira da ABPp Seção São Paulo e Assessora do Projeto Social.

1 – Comente por meio de um breve relato, como a Psicopedagogia passou a fazer parte de sua vida.

Trabalho desde 1968 na área da educação, sendo, aproximadamente, vinte anos desse tempo em escolas públicas e particulares do Rio de janeiro e São Paulo.

A Psicopedagogia passou a fazer parte da minha vida quando, em 1988, de volta a São Paulo, depois de oito anos fora da cidade, achando que estava precisando me atualizar, indaguei a pessoas próximas o que havia de bom por aqui e me indicaram fazer um curso de especialização em Psicopedagogia no Instituto Sedes Sapientiae.

Foi paixão à primeira vista, desde o estágio. Deixei a escola e passei a atender em consultório crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem, questão que me preocupava muito como professora.  Lembrando-me disso, posso dizer que a Psicopedagogia já fazia parte da minha vida desde os tempos de escola.

 

 

2 – Em sua opinião, qual a função social da Psicopedagogia na clínica e na instituição?

A Psicopedagogia tem importante função social. Ela promove o desenvolvimento da aprendizagem e com isso a inserção do sujeito na sociedade.

Na instituição, o psicopedagogo vai analisar o funcionamento desta, verificando fatores que favorecem ou não a aprendizagem e as relações interpessoais entre seus membros, estendendo a análise e a intervenção para além do aluno.  Assim, tem um caráter mais preventivo, procurando estimular projetos educacionais que sejam facilitadores da aquisição do conhecimento e do desenvolvimento social, afetivo e cognitivo dos alunos, envolvendo todos os integrantes desses projetos, bem como a instituição como um todo.

Na clínica, a intervenção é predominantemente com o sujeito, embora considere sempre diferentes fatores intervenientes, como família, escola e o meio em que vive esse aluno. Visa o resgate do processo de aprendizagem que se encontra prejudicado. Procura levar esse sujeito a reconhecer o seu potencial, acreditar em si mesmo, resgatando a autoconfiança e desenvolvendo a sua autonomia. Ao trabalhar esse processo, o psicopedagogo ajuda o sujeito a reencontrar o seu caminho, diminuindo o fracasso e a evasão escolar. A função social tornar-se-á mais clara ainda, quando tivermos a clínica psicopedagógica em órgãos públicos, aberta a toda população.