1 –  Comente por meio de um breve relato, como a Psicopedagogia passou a fazer parte de sua vida.

A Psicopedagogia entrou na minha vida no momento que meu filho mais velho foi diagnosticado como disléxico pela ABD. A dificuldade não era somente dele, mas minha também, pois não conseguia entendê-lo. Apesar da minha formação em Letras e de ter atuado como professora, eu não sabia como ajudá-lo nas tarefas escolares.

A primeira profissional, que iniciou o processo de intervenção com meu filho, foi uma fonoaudióloga com pós-graduação em Psicopedagogia e através dessa experiência e do testemunho dos avanços do meu filho, decidi fazer o curso de Psicopedagogia. Queria  entender o que são transtornos de aprendizagem e como diferenciar as dificuldades dos transtornos. Foi um ano e meio de novos saberes e descobertas. A cada aula sentia mais vontade em aprofundar os estudos, aprender mais e mais. Para maior aperfeiçoamento e segurança na minha atuação, busquei novos saberes nas supervisões,  em cursos na Central Didática, na Associação Brasileira de Dislexia ABD e no CBM – Centro Brasileiro de Modificabilidade. A cada novo aprendizado, o meu interesse pela Psicopedagogia aumentava. Sentia que os transtornos de aprendizagem demandavam mais horas de estudo e dedicação, pois são complexos, envolvem vários profissionais para se chegar a um diagnóstico preciso e uma intervenção adequada e eficiente. Por acreditar que o trabalho tem que ser multidisciplinar, aceitei o convite para atuar como psicopedagoga na Clínica Integrada de Saúde , onde atuo desde abril/2010.

 

2 – Em sua opinião, qual a função social da Psicopedagogia na clínica e na instituição?

Acredito que a função social da Psicopedagogia é o acolhimento e o resgate do aluno com dificuldade e/ou transtorno de aprendizagem. O psicopedagogo deverá buscar aprimoramento das suas práticas para auxiliar o desenvolvimento cognitivo e social do aprendiz. Portanto, a psicopedagogia tem como objetivo ser um agente um facilitador do processo de construção do conhecimento de forma preventiva e terapêutica, a fim de inserir o aluno na vida escolar e, consequentemente, melhorar sua autoestima e a sua relação com a família e a sociedade.